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“Entendemos que esta é uma grande oportunidade para debater com a sociedade o papel do Estado no fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia, sobre políticas de educação e de saúde e sobre programas públicos de abastecimento alimentar, bem como sobre o papel da sociedade civil organizada para pressionar os governos para o cumprimento da Lei do Pnae e para a garantia do sucesso dessa política pública”. Acesse o texto através do link: <https://fbssan.org.br/2019/10/agricultura-familiar-nas-escolas-e-tema-de-pesquisa/>.

Texto escrito por Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.

“Mais do que produzir alimentos sem veneno, a agroecologia é um resgate da consciência ancestral, de conexão à terra, de respeito à diversidade, à vida, e aos outros reinos da natureza, produzindo segurança e soberania alimentar, num caminho completamente oposto ao da monocultura”. Acesse o texto pelo link: <https://outraspalavras.net/ojoioeotrigo/2019/10/com-politica-em-rede-a-comida-de-verdade-na-bahia/>.

Texto de Juliana Fronckowiak Geitens.

O enfrentamento ao problema de insegurança alimentar requer o reconhecimento de que o atual sistema agroalimentar não tem garantido acesso, disponibilidade e qualidade de alimentos. Contrariamente, este modelo contribui a uma série de problemas, como impactos ambientais (aquecimento global, esgotamento de recursos hídricos e da biodiversidade), assim como problemas sociais (agravamento da fome, êxodo e perda de autonomia das populações camponesas). Neste contexto, os movimentos sociais camponeses vem amadurecendo, desde o surgimento da Via Campesina Internacional, a proposta de soberania alimentar que contrapõe a proposta predominante de desenvolvimento e afirma que cada povo tem o direito de definir suas próprias políticas agrícolas e alimentares. Este trabalho analisa a proposta de soberania alimentar da Via Campesina, bem como fatores que afetam a sua consolidação e as consequências geradas. Ao final, discute-se a proposta dos camponeses para um outro sistema agroalimentar.

Estudos sobre o sistema agroalimentar global têm demonstrado como este tem sido responsável pela concentração econômica no âmbito da atividade agroalimentar e exercido particular pressão sobre a agricultura familiar e camponesa, comprometendo sua autonomia e condições para garantia de sua reprodução social. Em contraposição a esta realidade surge a proposta da agroecologia, enquanto forma alternativa de produção e organização das atividades agroalimentares. A Rede Ecovida de Agroecologia articula grupos de agricultores ecologistas, organizações de assessoria e consumidores nos Estados do Sul do Brasil. A presente pesquisa baseou-se na análise de seis iniciativas de comercialização no âmbito da Rede Ecovida. As análises realizadas permitiram observar que a construção de mecanismos alternativos de mercado tem possibilitado a organização da ação econômica de forma a reconstruir e fortalecer a racionalidade socioeconômica da agricultura familiar e camponesa, baseada em princípios diferentes da capitalista e na busca pela sustentabilidade ambiental. Estes mercados centram-se na aproximação agricultor-consumidor, favorecendo a mediação social e a transparência nos mercados, bem como a circulação e troca de informações, comumente denominados de 'circuitos curtos'. Propõe-se aqui uma abordagem ampliada sobre a ideia de circuitos curtos, que para além da proximidade geográfica, considere aspectos vinculados à democratização do acesso aos alimentos e da aproximação social e cultural entre os agentes envolvidos. A partir da noção de 'Circuitos de Proximidade', indica-se a ideia da construção de mercados que priorizem a proximidade espacial, articulando a esta, a informação interpessoal, o fortalecimento de sociabilidades, bem como as relações de solidariedade e reciprocidade entre os atores envolvidos, caso observado na realidade da Rede Ecovida de Agroecologia.

OBJETIVO: Verificar o perfil de adequação dos municípios do Rio Grande do Sul no que tange à aquisição de produtos da agricultura familiar pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.


MÉTODOS: Trata-se de estudo quantitativo descritivo, com análise de dados secundários (chamadas públicas). A amostra foi composta por aproximadamente 10% (n = 52) dos municípios do estado, tomando-se o cuidado de estabelecer uma representatividade por mesorregião e tamanho da população. Foi avaliado o percentual destinado às compras de gêneros alimentícios da agricultura familiar, bem como o tipo de produto, exigências de periodicidade, pontos de entrega e presença de preços em 114 editais de chamadas públicas, no ano de 2013.


RESULTADOS: Dos municípios analisados, 71,2% (n = 37) atingiram 30% de gêneros alimentícios oriundos de agricultura familiar. A maioria das chamadas públicas demandou tanto produtos de origem vegetal (90,4%; n = 103) como de origem animal (79,8%; n = 91). Quanto ao grau de processamento dos alimentos, os produtos in natura apareceram em 92,1% (n = 105) das chamadas públicas. Em relação à entrega dos produtos, a centralizada (49,1%; n = 56) e as entregas semanais (47,4%; n = 54) foram as mais descritas. Apenas 60% (n = 68) das chamadas públicas continham preço dos produtos.


CONCLUSÕES: A maioria dos municípios analisados cumpriu o determinado pela legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Encontrou-se nas chamadas públicas uma grande diversidade de alimentos, tanto de origem vegetal quanto de origem animal, sendo a maior parte deles in natura. Em relação à entrega dos produtos, prevaleceu a centralizada e a semanal.


DESCRITORES: Alimentação Escolar. Abastecimento de Alimentos. Agricultura Urbana. Segurança Alimentar e Nutricional.

 

Acesse o artigo completo pelo link http://www.scielo.br/pdf/rsp/v51/pt_0034-8910-rsp-S1518-87872017051006648.pdf

O objetivo deste trabalho foi analisar as dificuldades e os fatores que condicionam a aquisição de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar pela ótica dos atores sociais em municípios do Paraná. Para tanto, foi utilizada pesquisa qualitativa com entrevistas semiestruturadas com agricultores familiares, gestores, profissionais de extensão rural, membros do Conselho de Alimentação Escolar em oito municípios, com diferentes tamanhos populacionais e de diferentes macrorregiões. Os dados foram avaliados por categorização temática, para posterior análise de conteúdo. Barreiras como planejamento da produção, burocracia, logística, falta de comunicação, entre outras, foram referenciadas diferentemente pelos grupos de municípios e atores como dificuldades no cumprimento da legislação. Nos municípios onde existe maior participação, diálogo e parcerias entre gestores, agricultores, conselheiros e extensão rural há melhor aproveitamento dos recursos do Programa e esse entrosamento é mais evidente em municípios de médio e pequeno porte. Nesse sentido, evidencia-se a importância da existência de políticas públicas para a viabilização de mercados para a agricultura familiar, mas esta só se efetiva com a participação dos atores sociais.

O objetivo do projeto é realizar assessoria e formação junto a grupos de agricultores ecológicos da região no âmbito da produção, extrativismo, colheita, multiplicação, processamento e comercialização de frutas nativas.

O NEA-SSAN Karu porã vem realizando momentos de estudo, debate e troca de experiências, utilizando para isso uma metodologia descontraída e integrativa entre os participantes. Estes espaços são chamados de rolê do NEA e são realizados mensalmente, com a participação de professores e estudantes de diferentes cursos, de graduação e mestrado.

O último rolê aconteceu no dia 07 de setembro, iniciando com a apresentação do conjunto de atividades e projetos que o NEA-SSAN vem desenvolvendo e a transmissão e debate sobre um vídeo que abordava uma experiência sobre produção orgânica. Para fechar, um almoço e uma boa roda de conversa.

Trio de problemas ligados à saúde provoca sindemia global, segundo pesquisador Boyd Swinburn; ele veio ao Brasil para aprofundar a discussão do tema.

 

Texto de Guilherme Zocchio. Acesse pelo link https://outraspalavras.net/ojoioeotrigo/2019/08/obesidade-desnutricao-mudancas-climaticas-tres-faces-de-uma-mesma-questao/

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